A crise do Facebook: o uso indevido de dados pessoais



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Você não fala sobre mais nada no mundo tecnológico. É um escândalo público causado pela uso impróprio por uma empresa analista dos dados pessoais de 50 milhões de usuários do Facebook. Mais uma vez, mas em larga escala, a responsabilidade da multinacional norte-americana pela violação dos regulamentos de proteção de dados.

Como tudo começou

O prelúdio do ocorrido foi um experimento realizado pela Global Science Research, empresa fundada por um pesquisador russo-americano: Aleksandr Kogan.

Este professor de psicologia, professor da Universidade de Cambridge acessou os perfis de milhões de usuários Eles baixaram um aplicativo para o Facebook chamado “thisisyourdigitallife”. Este aplicativo, que oferecia um serviço de previsão de personalidade, era uma porta de entrada não só para os dados dos usuários que baixaram o aplicativo, mas também para todos os seus contatos.

Dessa forma, eles puderam acessar uma grande quantidade de informações sem a necessidade do consentimento da maioria dos usuários.

Assim, enquanto o aplicativo só foi baixado por 270.000 pessoas que deram seu consentimento para que o aplicativo acessasse suas informações pessoais, a empresa acessou o dados de 50 milhões de pessoas. Sim, cinquenta milhões.

O uso desses dados foi, curiosamente, político. O acadêmico forneceu os mais de 50 milhões de perfis que obteve com este método para Cambridge Analytica, que usou os dados desses usuários do Facebook para desenvolver um programa de computador destinado a prever as decisões dos eleitores para a presidência dos Estados Unidos e influência neles.

O analista comercial obteve informações que permitiram traçar a campanha eleitoral do atual presidente da Casa Branca.

Responsabilidade do Facebook

A questão é óbvia: quão longe o Responsabilidade do Facebook?

Bem, a primeira coisa que devemos levar em conta é que o Facebook transferiu dados pessoais de seus usuários para uma investigação acadêmica, e a partir desse momento foi gerado um especial na empresa transferidora dever de vigilância. A rede social tinha a obrigação de salvar e proteger os dados de seus usuários, e aparentemente não o fez.

Plataformas sociais, como o Facebook, devem ter forte implementação em suas operações diárias políticas protecionistas a fim de evitar o uso indevido de dados. Sua obrigação é garantir a privacidade dos usuários da rede social.Foi isso que falhou e por que a famosa rede social será processada.

Caberá às autoridades julgar o ocorrido, porém, do que não há dúvida é que a maior coleta de dados pessoais ocorreu sem autorização ou consentimento da história, o que implica em violação do regulamento do proteção de dados.

O que em princípio era uma autorização do Facebook para um fim específico, acabou sendo uma informação essencial e principalmente valiosa que serviu inclusive para atingir diversos objetivos, inclusive políticos. As ações realizadas pelo gigante norte-americano, cuja implantação é mais que notória em nossa sociedade, nem sempre são as corretas.

Porém, para outra postagem neste blog, deixaremos um aspecto que ninguém está focando: a incidência de usuários no resultado prejudicial. Na verdade, o fator que sempre é esquecido no trato dessas questões é a indiligência de alguns usuários das redes sociais. Algumas transferências de dados pessoais, por exemplo, responder a pesquisas, podem ser imprudentes.

Mas vamos deixar isso para outro dia.

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