Nanotecnologia e avanços na medicina


Neste fim de semana, o diretor do Instituto de Nanotecnologia da Northwestern University, Chad Mirkin, revelou um novo avanço científico que pode ser revolucionário em um dos mais relevantes campos de pesquisa da medicina hoje.

É um sistema de diagnóstico baseado em nanotecnologia que poderia fornecer o primeiro exame de sangue capaz de detectar a doença de Alzheimer. O teste de "código de barras biológico" detecta uma proteína tóxica chamada ADDL.

Segundo Mirkin, esse código pode ser aplicado, em princípio, a qualquer molécula biológica e é muito mais sensível que o sistema de análise convencional, do tipo Elisa, usado atualmente para detectar proteínas no sangue. Além de aplicá-lo na detecção de Alzheimer, a equipe de cientistas liderada por Mirkin espera aproveitar esse novo avanço tecnológico para detectar doenças por príons, infecção de HVE e vários tipos de câncer.

O novo sistema de análises médicas funciona da seguinte maneira. Faz uma espécie de nano-sanduíche, colocar a proteína alvo de teste entre dois anticorpos, cada um conectado a uma partícula microscópica. Uma é uma nanopartícula de ouro, à qual milhares de fitas idênticas de DNA estão ligadas. O outro é uma partícula magnética.

Um ímã é usado para separar os minúsculos conjuntos partícula-proteína-partícula. O DNA é então removido aplicando calor, e seu conteúdo é lido com o auxílio de um leitor de DNA normal.

"Acreditamos ter dado o primeiro passo em direção a um teste de Alzheimer baseado em marcadores solúveis no sangue", disse o cientista Prof. Mirkin.

Embora avanços científicos recentes tornem possível reconhecer as alterações neurológicas relacionadas ao Alzheimer por meio de sistemas de ultrassom, no momento a única maneira infalível de diagnosticar a doença de Alzheimer é por meio do exame post-mortem do cérebro.



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