Avanços na pesquisa do sono


A serotonina promove o sono em moscas-das-frutas, agindo em uma região específica do cérebro.

Segundo artigo publicado no ScienceDaily de 6 de junho de 2006, um grupo de pesquisadores descobriu que o neurotransmissor serotonina, além de influenciar os inúmeros comportamentos já conhecidos, também parece melhorar a duração e a qualidade do sono na drosófila melanogaster ou mosca da fruta.
Os pesquisadores Quan Yuan, William Joiner e Amita Sehgal, do Howard Hughes Medical Institute e da University of Pennsylvania School of Medicine, relataram suas descobertas na edição de 6 de junho da Current Biology.

Apesar de ser um elemento-chave na vida da maioria dos animais, a regulação adequada do sono permanece um processo amplamente desconhecido.
A mosca da fruta é considerada um modelo muito útil para pesquisas relacionadas ao sono devido ao seu sistema nervoso simples, que permite aos pesquisadores fazer perguntas básicas sobre a função e a regulação do sono que seriam difíceis de alcançar nos sistemas mais complexos como os dos mamíferos.

Usando essa mosca como modelo, os pesquisadores mostraram que um tratamento medicamentoso com serotonina aumenta tanto a quantidade quanto a qualidade do sono, mesmo no caso de algumas moscas mutantes que normalmente dormem menos ou têm sono fragmentado, sugerindo que esse tratamento pode superar alguns déficits causados ​​por outros problemas de sono.

Os pesquisadores também identificaram um receptor de serotonina que influencia o sono, agindo em uma região específica do cérebro da mosca conhecida como corpos de cogumelos (MB). Curiosamente, os MB são necessários para o aprendizado e a memória das moscas. Considerando que a consolidação da memória é uma das supostas funções do sono e que se sabe que a serotonina está envolvida na aprendizagem e na memória de outros animais, é possível que o efeito da serotonina no sono esteja relacionado a seu papel nos processos de aprendizagem e memória.

Fonte: Science Daily

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